O preço do morango apresentou forte alta nas últimas semanas na Centrais de Abastecimento de Mato Grosso do Sul (CEASA/MS). O principal motivo está nas condições climáticas enfrentadas pelas regiões produtoras de Minas Gerais, especialmente no período de chuvas intensas, que provocaram perdas nas lavouras e reduziram a oferta da fruta.
Minas Gerais é um dos principais polos produtores de morango do país, com destaque para a região de Bom Repouso. Segundo comerciantes que atuam na CEASA/MS, o cenário começou a ser pressionado ainda em agosto, com a redução da oferta após o encerramento da safra, e se agravou com o excesso de chuvas.
O morango é uma fruta altamente perecível e sensível à umidade. Segundo a Embrapa, o excesso de umidade favorece a ocorrência de fungos e pode comprometer a qualidade dos frutos. Com as perdas provocadas pelas condições climáticas, menos produto chega ao mercado para comercialização.
De acordo com o Anuário HF 2026, da Embrapa, Minas Gerais responde por mais de 50% da produção brasileira estimada de morango. Por isso, alterações na oferta do estado têm impacto direto na disponibilidade da fruta em outras regiões do país.
Alta registrada na CEASA/MS
Na MAPE, Vera Lúcia Menezes relata que o preço passou de aproximadamente R$ 28 para R$ 56 desde 10 de setembro, uma alta de 100%. Segundo ela, as chuvas continuam nas regiões produtoras e a estabilização do mercado pode levar mais de dois meses.
Na DG Hortifruti, Amaro de Souza Filho afirma que o preço, que estava entre R$ 20 e R$ 25, atualmente varia de R$ 65 a R$ 68. Segundo o comerciante, as chuvas prejudicaram inclusive frutos que ainda estavam verdes. A expectativa é de melhora na oferta em 20 a 30 dias, caso as condições climáticas sejam favoráveis.
Já na Casa do Morango, Thiago Balduino relata aumentos de aproximadamente 25% em uma semana e 40% na semana seguinte, no final de agosto. Atualmente, segundo ele, o morango médio chega a R$ 60 e o graúdo a R$ 65.
A evolução dos preços relatada pelos comerciantes acompanha o cenário de menor disponibilidade da fruta. A recuperação dependerá da retomada da produção nas áreas afetadas e da melhora das condições climáticas.







