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Mamão havaí registra maior alta e maçã nacional tem maior queda na Ceasa/MS na 14ª semana de 2026

  • 09 abr 2026
  • Categorias:Geral
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Assessoria de comunicação

A Centrais de Abastecimento de Mato Grosso do Sul (Ceasa/MS) divulgou a variação de preços registrada no mercado atacadista entre os dias 30 de março e 02 de abril de 2026, referente à 14ª semana do ano. No período, os maiores destaques foram o mamão Havaí, que apresentou a maior alta da semana, e a maçã nacional, que registrou a maior queda.

Entre os itens que tiveram valorização está a laranja pera Rio (caixa de 20 kg), com alta de 8,33%, passando de R$ 55,00 para R$ 60,00. Os preços encerraram março e iniciaram abril com leve aumento em São Paulo, principal polo citrícola do Brasil e responsável por grande parte do abastecimento nacional. O movimento é sustentado pela menor oferta típica do fim da safra 2025/26. No entanto, a demanda foi parcialmente limitada pelo feriado e pela coloração ainda esverdeada de parte das frutas, fator que reduz a atratividade no mercado consumidor. Apesar disso, o clima mais seco observado recentemente tem favorecido o avanço da colheita e contribuído para maior disponibilidade no mercado.

O mamão Havaí (caixa de 10 kg) apresentou a maior alta da semana, com aumento de 12,50%, subindo de R$ 70,00 para R$ 80,00. Após semanas consecutivas de queda, impulsionadas pela elevada oferta, os preços iniciaram um movimento de recuperação nas principais regiões produtoras, especialmente Bahia e Espírito Santo. Mesmo com a demanda mais retraída em função do feriado, houve redução na oferta, diminuindo a disponibilidade de fruta no campo e sustentando a alta observada na abertura do mês. Ainda se observa a presença de frutas impactadas pelas chuvas registradas nos últimos meses, com relatos de incidência de doenças fúngicas, como mancha-chocolate e antracnose, o que compromete parte da qualidade comercial.

O melão amarelo (caixa de 13 kg) registrou alta de 5,49%, passando de R$ 85,00 para R$ 90,00. Na CEAGESP, principal referência nacional na formação de preços, as cotações vêm registrando aumentos consecutivos nas últimas semanas. A valorização está relacionada à redução da oferta do Rio Grande do Norte e do Ceará, em função do encerramento da campanha 2025/26. O volume do Vale do São Francisco (Bahia e Pernambuco) passou a crescer gradualmente, mas ainda em níveis moderados. A diminuição das chuvas na região também favoreceu a qualidade das frutas e contribuiu para o avanço das cotações. Além disso, o aumento nos custos de frete segue impactando diretamente os preços no mercado atacadista.

A uva Niágara (caixa de 5 kg) teve aumento de 6,67%, passando de R$ 70,00 para R$ 75,00. A oferta deve permanecer baixa durante o mês de abril no Vale do São Francisco, principal fonte de abastecimento nacional, como consequência das oscilações climáticas registradas no primeiro trimestre do ano. A retomada da produtividade, prevista anteriormente para março, deve ocorrer apenas na segunda quinzena de abril, caso as condições climáticas sigam favoráveis. Apesar de parte das negociações ter sido antecipada em função do feriado, a comercialização seguiu dentro do esperado. No entanto, houve perda de qualidade em parte das frutas, com maior presença de uvas classificadas como categorias inferiores, o que pode influenciar o comportamento do mercado nas próximas semanas.

Produtos que diminuíram

A batata inglesa (saco de 50 kg) apresentou queda de 5,88%, passando de R$ 180,00 para R$ 170,00. A expectativa de alta nos preços durante a Semana Santa não se confirmou, devido ao cenário de oferta elevada e dificuldades de comercialização. Com maior disponibilidade no mercado, o avanço da demanda não foi suficiente para sustentar aumento nas cotações. Atacadistas também relataram problemas de qualidade em parte da batata disponível, o que contribuiu para a desvalorização. Além disso, o consumo ficou abaixo do observado em anos anteriores, reduzindo o efeito típico de aquecimento do mercado neste período.

A maçã nacional (caixa de 18 kg) registrou queda de 7,07%, passando de R$ 150,00 para R$ 140,00. Na semana, a demanda seguiu enfraquecida nas regiões classificadoras, e o mercado não conseguiu absorver o alto volume disponível. A redução foi mais acentuada para frutas de categoria 3, reflexo do maior estoque desse perfil e da maior dificuldade de escoamento. Para a próxima semana, a chegada do quinto dia útil pode favorecer uma leve recuperação na demanda, mas ainda não há expectativa de reação significativa nos preços, devido ao elevado volume disponível no mercado.

Confira abaixo a variação de preços dos principais produtos da semana:

Altas:

Laranja pera Rio (caixa 20 kg): de R$ 55,00 para R$ 60,00 (+8,33%)
Mamão Havaí (caixa 10 kg): de R$ 70,00 para R$ 80,00 (+12,50%)
Melão amarelo (caixa 13 kg): de R$ 85,00 para R$ 90,00 (+5,49%)
Uva Niágara (caixa 5 kg): de R$ 70,00 para R$ 75,00 (+6,67%)

Quedas:

Batata inglesa (saco 50 kg): de R$ 180,00 para R$ 170,00 (–5,88%)
Maçã nacional (caixa 18 kg): de R$ 150,00 para R$ 140,00 (–7,07%)

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