O preço do tomate subiu na Centrais de Abastecimento de Mato Grosso do Sul (CEASA/MS), em Campo Grande. Nesta semana, a caixa do tomate saladete passou de R$ 120 para R$ 200, enquanto a do rasteiro subiu de R$ 90 para R$ 160. Já o tomate longa vida ultrapassou R$ 200 a caixa, conforme a variedade, a qualidade e as condições de comercialização.
As caixas consideradas na comparação têm o mesmo peso. Os valores podem variar entre os boxes, de acordo com a qualidade e a disponibilidade do produto.
Entre os fatores que ajudam a explicar a alta estão as chuvas nas regiões produtoras, que prejudicaram a qualidade dos frutos e favoreceram o surgimento de doenças nas lavouras. Levantamento do Hortifrúti/Cepea aponta o aumento da incidência de doenças bacterianas desde agosto, com destaque para a mancha-bacteriana (Xanthomonas) e a pinta-bacteriana (Pseudomonas).
Em setembro, as chuvas acima da média agravaram o problema, provocando manchas nos tomates colhidos. As precipitações também dificultaram a aplicação de defensivos agrícolas e o controle das doenças. Em outubro, a continuidade das chuvas mantém elevada a pressão sobre as lavouras. A previsão é que a colheita das áreas transplantadas em agosto comece entre novembro e dezembro.
Entre as regiões fornecedoras da CEASA/MS estão o Paraná, o interior de São Paulo e Goiás. A combinação entre as condições climáticas, os problemas fitossanitários e a redução da oferta contribui para pressionar os preços no mercado atacadista.
O comportamento dos preços nas próximas semanas dependerá das condições climáticas nas regiões produtoras, do ritmo de colheita e da entrada de novos volumes no mercado.







